Vá Mata Hari, volta e meia a vida sorri-te pelos lábios de uma loira boazona.
Foi assim...
Então a danadinha ria-se e bebia. E dançava. Parecia uma serpente a enfeitiçar-me. Quase toda vestida de preto, com umas leggins de cabedal, mostrava tudo. Não é propriamente uma mulher voluptuosa nem curvilínea. É assim mais para o alta e magra, surpreendentemente atlética. Sempre a rir-se de tudo. Sempre marota e pronta para a brincadeira.
Quem é a gaja? Simplesmente a maior boazona do meu escritório.
Ainda nem sequer estavamos pedradas, mas já havia marotice. Quantas vezes eu na brincadeira me despedia dela, e perguntava « Então e o meu chocho?» «Não é hoje que me dás um chocho?» Parece que andou a acumular os chochos para os transformar em linguados. Nunca me apetece ser uma boa menina perto daquela gaja.
E bebemos, e fumámos e dançámos toda a noite. No meio da festa, mesmo no meio da pista de dança de uma festa temática para comemorar o ano novo muçulmano, a gaja abre a echarpe, como se fosse uma dançarina do ventre e envolve-me com ele. Começámos-nos a beijar ali mesmo, debaixo do véu. Ela esfrega-se em mim e beija-me. Parecia uma súplica dela..« torna-me sexy» Oh gaja...tu és a epítome da lasciva. Eu suavemente beijo-lhe o lábio inferior e deixo-o escorregar entre os meus dentes. E a moça abraça-me e beijamos-nos sem complexos, as nossas mãos percorrem o corpo uma da outra. Entretanto o véu que nos escondia cai no chão. Ela nem se apercebe e eu continuo como se nada fosse. Com beijos no pescoço, a descer até ao meu peito. Bem esta ainda me arrepia toda. Isto perante a incredulidade de umas quarenta pessoas, todas da terra do amahdinejah.
Se isto fosse um filme, teria o título « Duas bad girls em Meca».
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