quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Estás com cara de queca

Chegaste quando não te esperava...até gosto de sentir o desejo a aumentar à medida que se aproxima a hora provável de me cruzar contigo. Começo-me a sentir molhada, a minha pulsação dispara descontroladamente como uma adolescente só de me imaginar nos teus braços.
Mas desta vez foi diferente. Apareceste à minha frente sem eu contar contigo. Deu-me um arrepio de alto a baixo.
Aqui tão cedo? Que se passa?
E a conversa de treta prosseguiu... senti os meus olhos a inflamarem. Mais uma vez a arder na chama do desejo. 
Desci para ir ter contigo. Ficámos sozinhos, frente a frente. Queria saborear o momento antes de te tocar na pele sequer. Queria sentir o ar a ficar denso, irrespirável. Um ar quente que me passa na garganta e incendeia o meu peito, as minhas pernas a tremer. Tu a ficares sem jeito. Imaginar como te iria tocar desta vez...ouvir aquela música a tocar na minha mente.  
Olho para ti. Não és o que se possa considerar uma estampa. Nem sequer um homem bonito. Porquê a atracção? De onde vem o desejo? Sei lá...deve ser a puta da atitude que tu mandas...Não é um jogo de poder, não quero ascender a nenhum cargo, nem obter favores de espécie nenhuma. Não te quero só para mim. Não quero controlar, nem dizer « este é meu, minha propriedade».
Então, mais uma vez...de onde vem o desejo? Naquele momento não interessava.
Aproximas-te lentamente de mim...e eu acompanho os teus passos. Cada vez mais perto agarro-te, e tu encostas os teus lábios aos meus. Beijo quente, molhado e sinto de novo o teu perfume. Não me parece que seja de nenhuma marca em particular, é simplesmente o teu cheiro.
As nossas línguas tocam-se, entrelaçam-se dentro da nossa boca. Passas a tua língua  na minha e tiras.E fazes outra vez, a provocar-me. Eu chupo-te a língua como se fosse o teu sexo, e acabo com umas sedutoras lambidelas na ponta.... De tudo o que fazemos juntos, isto é sem dúvida o mais erótico e indecente...um beijo molhado.
Começo a desapertar-te o primeiro botão das calças, e tu dizes...parece que vou ter de tratar de ti. Eu respondo...Fode-me...com um sorriso maroto. E lentamente desaperto-te os botões...baixo-te as cuecas...e passo a minha língua pela parte de cima do teu pisso. Olho para ti, e tu novamente com a cara de tarado...taradissimo do Lester Burnham. Depois ponho-a lentamente na minha boca, suavemente e começo a chupar e a fazer pressão com os meus lábios. Tu ficas perigosamente duro e dizes...has-de dizer que não sabes fazer broches.Vira-te! E eu encostei-me à parede enquanto tu me penetravas lentamente, tão lentamente que eu já estava a desesperar. 
Dá-me mais...supliquei. Tu acedeste e começaste-me a penetrar com mais força...Estava a ver que não lhe davas, disse em tom provocante. Entretanto dás-me uma palmada tão bem assente que passados dois dias ainda tenho a marca. Nesse momento sacode-me uma onda de prazer que me aperta o pescoço e as mamas. Sinto o corpo todo preso, só sinto os braços soltos. Agarro o meu corpo dormente, encosto-me a ti e dás-me um beijo molhado. Ficamos a olhar-nos uns segundos. 
Tu interrompes o silêncio...Estás com cara de queca.
 Tu também, respondo.

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